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Filha com doença rara que causou a morte da mãe consegue transplante renal

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Filha com doença rara que causou a morte da mãe consegue transplante renal

Filha com doença rara que causou a morte da mãe consegue transplante renal

Diagnóstico silencioso levou à hemodiálise, mas doação permitiu transplante e mudança de rotina após meses de espera

Campanha de conscientização: o Setembro Verde destaca a importância da doação de órgãos para salvar vidas;

Relato de paciente: a gestora hospitalar Adriana Teles, de 49 anos, recebeu um transplante de rim após diagnóstico de glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF);

Histórico médico: Adriana passou por hemodiálise antes de receber um órgão compatível, doado por uma família do Rio Grande do Sul em 2019.

A campanha Setembro Verde chama atenção para a importância da doação de órgãos, um gesto que pode mudar vidas. Foi o que aconteceu com a gestora hospitalar Adriana Teles, de 49 anos, que recebeu um transplante de rim após ser diagnosticada com a mesma doença que levou a mãe à morte enquanto aguardava por um órgão.

Adriana descobriu a doença aos 41 anos, durante exames exigidos para um processo de mudança para o Canadá. Sem apresentar sintomas, foi surpreendida ao saber que os rins já estavam comprometidos.

“Eu não tive nenhum sintoma. Descobri a doença por acaso, e isso me mostrou que a doença renal pode ser silenciosa”, relata.

A investigação levou ao diagnóstico de glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF), a mesma condição que afetou sua mãe anos antes. No caso dela, a doença tinha origem genética.

Segundo o nefrologista Edison Souza, professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), a GESF afeta os pequenos filtros dos rins, chamados glomérulos, responsáveis por limpar o sangue. Com o tempo, pode levar à perda progressiva da função renal.

Ele explica que os sinais nem sempre são claros no início. “Os sintomas podem ser leves ou até imperceptíveis, o que contribui para que a doença seja descoberta mais tardiamente”, afirma.

A GESF pode ter diferentes origens e, em parte dos casos, surge sem uma causa definida.

Também pode estar associada a doenças prévias, infecções, uso de alguns medicamentos ou situações que sobrecarregam os rins.

Há ainda formas ligadas a alterações genéticas, que contribuem para o desenvolvimento da condição.

Os sinais mais comuns incluem inchaço, especialmente nas pernas e no rosto, além de urina com aspecto espumoso.

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