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Com doença renal policística, mulher perde os rins e depende de hemodiálise

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Com doença renal policística, mulher perde os rins e depende de hemodiálise

Com doença renal policística, mulher perde os rins e depende de hemodiálise

Diagnosticada na infância, carioca superou a depressão e as complicações de 17 cirurgias. Apesar da hemodiálise, ela busca qualidade de vida

Relato de paciente: Viviane Lovati dos Santos, de 46 anos, vive sem os dois rins após diagnóstico de doença renal policística hereditária e faz hemodiálise há nove anos;

Características da doença: segundo a nefrologista Maria Aparecida Arroyo, a condição genética causa a formação de múltiplos cistos nos rins, levando progressivamente à perda da capacidade de filtragem;

Tratamento e prognóstico: o médico Pedro Mendes Filho afirma que não há cura para a doença.

A doença renal policística hereditária mudou a vida da carioca Viviane Lovati dos Santos, de 46 anos, que faz hemodiálise há nove anos após perder os dois rins.

O primeiro caso na família foi o de seu pai, descoberto após crises de cálculo renal. O diagnóstico acendeu o alerta na equipe médica, que orientou os parentes a realizarem os exames preventivos.

Foi assim que Viviane descobriu, ainda nova, que também havia herdado a condição. “Aos nove anos, eu já tinha três cistos no rim esquerdo. Passei toda a infância e a adolescência fazendo acompanhamento no hospital”, conta.

Ela foi assintomática por muitos anos e só começou a apresentar problemas por volta dos 24 anos. Na época, havia pouca informação sobre o que poderia ser feito para retardar a progressão da doença.

A médica nefrologista Maria Aparecida Arroyo, vice-presidente regional da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) do Mato Grosso do Sul, explica que a doença renal policística hereditária (DRP) é uma condição genética em que se formam, progressivamente, múltiplos cistos cheios de líquido nos rins.

“Esses cistos aumentam de tamanho e número ao longo dos anos, fazendo os rins crescerem aos poucos, comprimindo e substituindo o tecido renal saudável”, ensina.

A médica diz que a forma mais comum da doença em adultos é a autossômica dominante (DRPAD/ADPKD), geralmente relacionada a alterações nos genes PKD1 ou PKD2.

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