Cientistas brasileiros criam açúcar de cana com absorção mais lenta
Novo ingrediente usa compostos de café e amendoim para reduzir a absorção de açúcar sem alterar o sabor
Um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu um tipo de açúcar de cana que é absorvido mais lentamente pelo organismo. A proposta é reduzir a velocidade com que a glicose chega ao sangue sem mudar o gosto do produto.
A tecnologia usa extratos obtidos de grãos de café verde defeituosos e da pele do amendoim, dois resíduos comuns da indústria alimentícia. Os compostos foram incorporados aos cristais de sacarose, formando um ingrediente com menor índice glicêmico.
O índice glicêmico indica a rapidez com que um alimento eleva a glicose no sangue. Valores mais altos estão associados a picos de açúcar, o que pode sobrecarregar o organismo ao longo do tempo.
O produto foi criado por pesquisadores ligados à Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis, que reúne instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). O registro de patente já foi solicitado no Brasil.
A equipe utilizou uma técnica conhecida como cocristalização. Nesse processo, a estrutura do açúcar é reorganizada para permitir a incorporação dos compostos fenólicos presentes nos extratos de café e amendoim.
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Os compostos ajudam o organismo a processar carboidratos de forma mais lenta. Para viabilizar a aplicação industrial, os pesquisadores adaptaram o método tradicional, aumentando a quantidade de material incorporado aos cristais.
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