Estudo investiga se há risco de transmissão do Alzheimer pelo sangue
Revisão reúne estudos e aponta que não há prova contundente de transmissão e transfusões seguem consideradas seguras
Investigação científica: cientistas avaliam a possibilidade de a doença de Alzheimer ser transmitida por transfusões de sangue;
Resultados preliminares: estudo publicado em 22 de agosto na The Lancet indica indícios biológicos, mas ressalta que o risco é considerado baixo e não há prova direta de transmissão;
Recomendações: pesquisadores sugerem monitoramento de pacientes e buscam biomarcadores para identificar proteínas associadas à doença.
A possibilidade de a doença de Alzheimer ser transmitida por transfusões de sangue ainda não está comprovada, mas passou a ser investigada com mais atenção por cientistas. Uma revisão recente analisou estudos sobre o tema e indica que há indícios biológicos que merecem acompanhamento, embora o risco, até agora, seja considerado baixo.
O levantamento, publicado na revista The Lancet 22 de agosto, reúne pesquisas que exploram o comportamento da beta-amiloide, proteína associada ao Alzheimer. A principal dúvida é se fragmentos da proteína poderiam ser transferidos de um organismo para outro durante procedimentos médicos.
A ideia de transmissão não é nova, mas ganhou força a partir de evidências acumuladas ao longo da última década. Em 2015, um estudo apontou que alterações relacionadas à beta-amiloide poderiam ser passadas entre pessoas em contextos médicos específicos. Trabalhos posteriores reforçaram essa hipótese.
Em 2018, outra pesquisa sugeriu que instrumentos cirúrgicos contaminados poderiam carregar proteínas alteradas, com um mecanismo semelhante ao observado em doenças causadas por príons, nas quais proteínas anormais induzem mudanças em outras.
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