Com apoio do GDF, venezuelana reconstrói a vida no Distrito Federal
Atendida pelo Centro de Referência da Mulher Brasileira, a imigrante encontrou acolhimento, acesso a serviços e incentivo para investir no sonho do próprio negócio
Há um ano e oito meses, a venezuelana Yesenia Salazar, de 45 anos, deixou seu país em busca de melhores condições de vida. As dificuldades econômicas enfrentadas na Venezuela motivaram a mudança para o Brasil, onde ela chegou acompanhada pela filha caçula, Rebeca Salazar, de 10 anos, com o objetivo de construir um novo futuro no Distrito Federal.
Moradora de São Sebastião, Yesenia enfrentou desafios que tornaram essa trajetória ainda mais difícil. Quando procurou o Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB), subordinado à Secretaria da Mulher (SMDF), vivia uma situação de vulnerabilidade marcada pela violência doméstica.
Segundo a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, as quatro unidades do centro oferecem atendimentos gratuitos com acolhimento, orientação, acompanhamento psicossocial e assistência social. “Os equipamentos da Secretaria da Mulher oferecem também capacitações profissionais voltadas à promoção da autonomia financeira e do fortalecimento das mulheres do Distrito Federal”.
O cuidado e proteção recebidos na unidade marcou o início de uma nova etapa. A partir do atendimento, ela passou a receber suporte psicossocial e a participar das ações oferecidas pela instituição, que contribuíram para fortalecer sua independência e recuperar a confiança para seguir em frente.
"Gosto da forma como as pessoas interagem e da maneira como ensinam. Sou muito grata por todo o apoio que recebi. Quero que outras mulheres conheçam a minha história e se sintam motivadas a seguir em frente e empreender"
“Hoje me sinto muito melhor. Faço cursos e acompanhamento terapêutico, e isso me ajudou a seguir em frente”, afirma a venezuelana.
Entre as iniciativas disponibilizadas pela unidade, Yesenia participou da capacitação em empreendedorismo. A formação reforçou o desejo de ampliar a atuação profissional e concretizar o sonho de abrir o próprio salão de beleza. Segundo ela, a adaptação na turma ocorreu de forma tranquila, apesar das diferenças culturais e do idioma.
“Não foi tão difícil. Gosto da forma como as pessoas interagem e da maneira como ensinam. Sou muito grata por todo o apoio que recebi. Quero que outras mulheres conheçam a minha história e se sintam motivadas a seguir em frente e empreender”, destaca Yesenia Salazar.
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Atualmente, ela trabalha como trancista em atendimentos a domicílio e busca ampliar os conhecimentos por meio dos cursos oferecidos pela unidade. Quando frequenta as aulas, sua filha, Rebeca, permanece na sala infantil, acompanhada por monitoras, onde convive com outras crianças enquanto a mãe participa dos atendimentos.
Além do suporte emocional e da qualificação profissional, a trancista recebeu orientações e encaminhamentos para acessar serviços da rede de assistência social. Com a orientação da equipe, obteve o Cartão Mobilidade, o auxílio-aluguel e acesso ao Restaurante Comunitário de São Sebastião.
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