Número de roubos a pedestres e a residências cresce no DF

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O balanço de ocorrências criminais no primeiro semestre deste ano mostra que aumentaram os casos de roubo a pedestre, roubo a residência e lesão corporal seguida de morte. De janeiro a junho deste ano 16.112 pessoas foram assaltadas nas ruas do Distrito Federal.

O número é 2,8% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando 15.676 pessoas sofreram o mesmo tipo de violência.Somente no mês de junho, 2.406 pedestres tiveram pertences levados pelos criminosos, contra 2.204 ocorrências no mesmo mês de 2014. Os assaltos a residências também aumentaram nos dois períodos. Criminosos entraram em 312 casas nos seis primeiros meses deste ano, enquanto em 2014 foram registradas 301 ocorrências da mesma natureza. Em junho, o aumento foi ainda mais significativo com 53 residências roubadas este ano contra 47 no ano passado: um acréscimo de 13%.

Os episódios de lesão corporal seguida de morte passaram de um caso no primeiro semestre do ano passado para três ocorrências este ano. No mês de junho foi registrada uma ocorrência. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) participou do anúncio dos dados. Apesar dos índices de aumento nos três crimes, as ocorrências de homicídio entre janeiro a junho deste ano tiveram queda e apresentaram a menor taxa desde 2009. Nos últimos sete anos, esta foi a maior redução: 317 pessoas foram assassinadas contra 357 no ano passado e 370 em 2009.

As regiões com maior registro de redução no número de homicídios foram Ceilândia, que passou de 54 para 76 mortes no primeiro semestre deste ano; Planaltina, com 26 assassinatos contra 35 em 2014 e Samambaia, com a diferença de 27 homicídios este ano contra 33 no ano passado.

Segundo Rodrigo Rollemberg, o resultado é um esforço do trabalho integrado entre as forças de segurança pública. “Os índices demostram que estamos no caminho certo. Devemos ampliar a presença ostensiva da Polícia Militar nas ruas, intensificar a política de prevenção e resolução dos crimes. Estamos longe da cidade de tranquilidade que queremos, mas dos 11 tipos de crimes 9 deles sofreram quedas nos primeiros seis meses do ano, em especiais os mais graves, como homicídio e crime contra o patrimônio, a exemplo do roubo a comércio e veículo”, ressaltou.

O governador destacou um dos maiores desejos: “Tenho o sonho de fechar um mês sem nenhum homicídio. Sei que é difícil, mas não custa sonhar e trabalhar para isso. Com ações do Pacto pela Vida e o apoio da sociedade vamos obter êxito. Estamos longe do que queremos, mas vamos perseguir com muita dedicação para ter uma cidade que as pessoas possam viver em paz”, complementou.

Reforço na segurança
Embora as ocorrências de latrocínio (roubo seguido de morte) tenham caído no primeiro semestre deste ano, passando de 29 casos para 24, o crime aumentou no mês de junho. Foram 6 ocorrências contra 2 no ano passado. As tentativas de homicídio também reduziram em 16% entre janeiro a junho deste ano. Foram 516 casos contra 614 no ano passado.

Rollemberg destacou que 986 policiais militares saíram do serviço administrativo para atuarem nas ruas em patrulhamento ostensivo. O secretário de Segurança Pública, Arthur Trindade, explicou que nos roubos a pedestres o objeto mais visado é o celular. Segundo ele, os assaltos concentram em áreas de grande circulação de pessoas, como próximo a escolas, paradas de ônibus e saídas de estações de metrô. O diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, disse que a maioria das ocorrências de roubo a pedestres é praticada por adolescentes. “Vemos um aumento no número de roubos a pedestres em várias unidades federativas, não apenas no DF. Estamos otimizando o planejamento para reduzir esse quadro com policiamento ostensivo, mapeamento dos locais de maior incidência, ações de inteligência e repreensão dos receptadores”, destacou Trindade. “ Não adianta realocar policiais sem um levantamento baseado em todas as ocorrências, mas a nossa expectativa é de que os dados do segundo semestre melhorem”, complementou.

Seba explicou que nos casos de roubos a pedestres existe a relação de reincidência. “A maioria dos assaltos é praticado por adolescentes que são colocados em liberdade rapidamente. Na Delegacia da Criança e do Adolescente, em Taguatinga, uma ocorrência envolvendo um adolescente abriu o plantão. Ele foi devolvido à mãe e no fim do dia a última ocorrência foi do mesmo menor”, contou.

O secretário de Segurança Pública citou as regiões da Estrutural e a Chácara Santa Luzia como locais violentos. “Existe a dificuldade de acesso nos endereços, porque algumas pistas são bloqueadas e estreitas. No Pacto pela Vida foi considerada o alargamento das vidas no setor. A demanda surgiu a partir de ação na cidade”, esclareceu.

O secretário de Segurança Pública citou as regiões da Estrutural e a Chácara Santa Luzia como locais violentos. “Existe a dificuldade de acesso nos endereços, porque algumas pistas são bloqueadas e estreitas. No Pacto pela Vida foi considerada o alargamento das vidas no setor. A demanda surgiu a partir de ação na cidade”, esclareceu.

As mortes no trânsito também diminuiu 19%. Passou de 220 nos seis primeiros meses do ano passado para 178 este ano. No mês de junho a redução foi ainda mais expressiva: enquanto houve 21 ocorrências até terça-feira (30/6) em 2014 foram 41 casos, uma diminuição de 49%.