Manaus declara estado de emergência com 400 migrantes venezuelanos

A maioria deles são índios que fogem da crise político-econômica que o país vizinho enfrenta

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A prefeitura de Manaus decretou situação de emergência devido ao intenso movimento de migração de venezuelanos para a cidade. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário será acionado ainda nesta segunda-feira (8/5) para oferecer ajuda federal. A estimativa é que tenham 400 imigrantes – a maioria são indígenas – em Manaus, o número não para de crescer, já que o país vizinho passa por intensa crise política-econômica.

Foi publicado um decreto na última quinta-feira (4) no Diário Oficial do município, que determina, entre outras coisas, que a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) priorize ações emergenciais humanitárias e solicita que todos os órgãos e entidades do município fiquem em alerta para atender às ações e atividades requeridas ou solicitadas pela pasta.

“O que nós queremos verdadeiramente é a inclusão do governo federal e do governo do Amazonas nas ações que tem como objetivo dar uma solução a curto prazo para o drama dos venezuelanos indígenas warao que estão em Manaus desde o início de dezembro do ano passado. Quando eles aqui chegaram eram um grupo de 35 pessoas. Hoje nós já temos mais de 350. A situação é verdadeiramente de emergência”, disse o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel.

Esmolas
A maioria dos indígenas venezuelanos que migraram para Manaus está acampada em condições precárias debaixo de um viaduto e na rodoviária da capital amazonense. Durante o dia, eles se espalham pela cidade, principalmente em semáforos, para pedir esmola. “A informação que nós temos é que os warao, assim como todos dos indígenas, são exímios artesãos. Eles vão para as ruas para vender o artesanato e quando acaba, partem para a mendicância. E as crianças são o chamariz do público aqui na cidade”, disse Emanuel.