Roubos e estupros frequentes desafiam as autoridades policiais do DF

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A violência no Distrito Federal atinge mais pedestres, motoristas e usuários de transporte público. Os índices criminais de fevereiro mostram aumento nos assaltos contra quem anda a pé, além do crescimento de roubos em ônibus e de furtos em veículo. Os estupros também subiram, como o que aconteceu com uma mulher de 48 anos, atacada na passarela subterrânea entre as quadras 105/106 Sul em 9 de fevereiro. O acusado, um homem de 32 anos, foi preso. Também cresceu em um caso as ocorrências de latrocínio entre janeiro e fevereiro.
Os roubos a pedestres aumentaram em 396 registros em um mês. Os números passaram de 6.015 para 6.411 (6,6%). Depois, no ranking criminal, aparecem assaltos a coletivos, que saltaram de 410 para 518 (26,3%). Por último, aparece o furto de veículos. Em fevereiro, 1.991 motoristas tiveram carros levados por criminosos contra 1.890 episódios em janeiro deste ano. A diferença é de 101 casos (5,3%).

Os estupros também desafiam as autoridades policiais. Em janeiro, houve 81 casos e, em fevereiro, 101: um aumento de 20 ocorrências (24,7%). A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social justificou que 80% dos abusos sexuais ocorrem dentro da casa de vítimas e 20% em vias públicas. Além disso, informou que os índices se referem à data do registro do fato e não da ocorrência em si.

Em relação às ocorrências de roubo e furto, o órgão explicou que, em 75% dos assaltos a pedestres, o objeto mais visado é o celular. A secretaria explicou, ainda, que Brasília tem um aumento populacional de 70 mil pessoas por ano, o que impacta nos crimes contra o patrimônio.

A Polícia Militar destacou que, em janeiro, conseguiu reduzir a incidência de todas as modalidades crimes. Em relação a fevereiro, a corporação alegou que fez o mesmo trabalho, com a prisão de criminosos e a apreensão de adolescentes suspeitos, mas destacou que a redução de delitos não está ligada diretamente à detenção de bandidos. Isso porque, segundo a PM, eles têm sido presos e soltos rapidamente. De acordo com a corporação, o problema está relacionado à reincidência.

Fonte: Correio Braziliense