TESTEMUNHO” EU MORRI TUDO ESTAVA PERDIDO, MAS ALGUÉM ACREDITOU EM MIM E EU VENCI A MORTE.”

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Rosângela Barros Santos, 27 anos, natural do interior da
Bahia, é uma jovem que já enfrentou várias barreiras em sua vida, inclusive a
morte, sim a morte a qual muitos não conseguem vencê-la. A jovem já tinha uma
vida conturbada desde o ventre da mãe, Rosângela era pra ser abortada, não que
a mãe seria uma mulher ruim, mas uma mãe que sofria com insultos e
espancamentos do marido, faca e revolver no meio das discussões eram um dos
instrumentos que sempre apareciam nas mãos do marido, além disso, a mãe de
Rosângela foi abandonada pelo marido. A mãe sofrida do interior da Bahia que
passava fome não conseguia sustentar os filhos, foi então que a única opção da
mãe de Rosângela foi dar seus filhos para terceiros, apenas a jovem que era a
única filha do sexo feminino na época que ficou com a mãe.
Mas a vida de mãe e filha não melhorou após isso, Rosângela
tão pequena na época dormiu várias vezes na rua com mãe ao relento, desde
infância a jovem já sofria humilhações, amor e carinho não existiam em seu dia
a dia.
Ao longo do tempo a baiana foi virando adolescente, o segundo
marido da mãe tentava várias vezes abusar sexualmente a adolescente, o que
machucava o coração de Rosângela era que sua mãe nunca acreditava em suas
palavras, dias passavam e Rosângela era sempre perseguida e ameaçada pelo padrasto.
Aos 11 anos, a jovem procurava preencher o vazio que carregava dentro de si com
drogas e bebidas, mal sabia que aquilo era o inicio da sua destruição.
Rosângela que era da religião do Candomblé, sempre procurava
o amor que lhe faltava em homens que eram envolvidos em crimes hediondos, em um
dos seus relacionamentos ficou trancada em cativeiro durante 3 anos, sem ver
nem o brilho do sol, se livrou de três tiros,  mas o que a jovem nunca parava para refletir
que o amor que lhe faltava era o amor de si própria, “eu era revoltada com a vida, parecia que a vida estava me castigando,
mas era eu mesma que estava me castigando, eu estava cega e com muito ódio do
mundo e de todos”
disse Rosângela com os olhos marejados.
Os anos se passavam, e as coisas sempre pioravam para a
baiana, mas o seu fim chegou quando engravidou e enfrentou a morte, a jovem
teve uma gravidez ectópica, conhecida como a gravidez nas trompas, onde o feto
não se desenvolve e pode levar à morte a mãe. Um certo dia, Rosângela começa a
passar mal, ela é levada as presas para o hospital, a jovem não resiste na
raspagem das trompas e morre na mesa de cirurgia. Os médicos já preparavam a declaração
de óbito, mas uma coisa surpreendente e sobrenatural acontece, sua mãe estava
de joelhos clamando a Deus ao lado da filha falecida, Rosângela abre os olhos e
os médicos assustados se questionam com o que estava acontecendo, “eu abri os olhos e vi uma mão estendida com
vestes brancas no braço, olhei pro lado e vi minha mãe chorando muito, os
médicos todos espantados, eu não estava entendendo nada daquela situação”,
explicou a Jovem.
Rosângela foi visitada pela morte inúmeras vezes, a última
vez que a morte desafiou foi na mesa de cirurgia, na época ela não entendia o porquê
que não morreu, hoje a jovem compreende tudo, a baiana se converteu ao
Cristianismo, ela se converteu após vir pra Brasília visitar seus tios e
conhecer seu atual marido que começou a levá-la para a igreja, “Hoje eu posso falar que conheço a Deus,
antes eu conhecia só de ouvir, Deus tinha um propósito em minha vida desde o
ventre da minha mãe, tudo mudou quando vim pra Brasília e comecei a ir buscar
esse Deus que muitos falavam que mudava a vida dos sofridos”, disse Rosângela
emocionada.
Rosângela Barros deixou as drogas, mora na Cidade Estrutural,
é casada há dois anos, mas a sua vida começou a mudar há quatro anos, “Hoje posso afirmar que eu sou uma nova
mulher que ama a si própria e não carrega o ódio da infância, o que eu quero
passar para as pessoas é para se apegaram a Deus, não é fácil ser seguidor de
Cristo, mas é gratificante ter uma vida transformada através do poder das mãos
Dele”
finalizou a jovem que venceu a morte. 
Por: Diulye Emanuela